Jeep Wrangler: um símbolo do off-road 

O autêntico 4×4 norteamericano segue conquistando fãs com sua mistura de eficiência, potência e visual clássico. Um íncone do fora-de-estrada

Texto e Fotos James Garcia

 

 

 

O universo do automobilismo off-road também possui marcas e modelos icônicos, que atraem para si, legiões de fãs, devotos e ferrenhos defensores. Não é raro estar numa rodinha de aficionados por veículos 4×4 e presenciar acaloradas discussões a respeito das qualidades e superioridades em diversos quesitos.

 

 

Mas uma coisa é certa quando se fala de autênticos veículos para o uso off-road: o Jeep Wrangler é praticamente imbatível nesse quesito.

 

 

Ao longo dos anos, o pessoal da engenharia da matriz, em Ohio, se superou ao entregar para o consumidor um veículo, ao mesmo tempo moderno e ultra clássico. Não tem como não gostar (desculpe, sou fã mesmo!).

 

 

Num rápido giro histórico, encontramos as raízes do Wrangler, obviamente fincadas no DNA dos pioneiros Jeep Willys e Ford e, antes desses, do Bantam. Sucessor de uma nobre linhagem, o Wrangler foi o veículo que sucedeu o modelo CJ-7, em 1986 e, desde então, teve atualizações em 1996 e em 2006, quando foi totalmente redesenhado.

 

Jeep CJ-7, o último “CJ”, antes do 4×4 ganhar o nome Wrangler

 

Além do nome do modelo Wrangler , cada modelo recebeu uma designação correspondente à sua geração: YJ (1986-1995), TJ (1997-2006), TJU (também conhecido como LJs – 2004-2006 ou YJL, no manual dos proprietários egípcios,  JKU (2007- presente em modelos ilimitados) e JK (2007-presente).

 

 

O Wrangler dessa matéria é um Wrangler JK 2010, equipado com motor V6 a gasolina de 3.8 litros, 12 válvulas, capaz de gerar 199 cavalos de potência e torque de 32,14 kgfm a 4.000 rpm.

O sistema de tração do Wrangler é denominado pelo fabricante como Command-Trac, que tem as opções 4×2, 4×4 e 4×4 reduzida, escolhidas por meio da clássica alavanca, posicionada ao lado do câmbio.

 

 

O engate da tração integral, que divide o torque entre os dois eixos, pode ser feito com o carro a até 80 km/h e a transmissão em qualquer marcha. Já o engate e desengate “ideais” da reduzida pedem o câmbio em neutro (N) e o carro a uma velocidade entre 3 e 5 km/h.

 

 

Montado no super robusto sistema de construção “carroceria sobre chassi”, como os caminhões e picapes, o Wrangler tem suspensão Dianteira com eixo rígido, braços em ferro fundido, molas helicoidais, barra estabilizadora e amortecedores a gás; traseira com eixo rígido, braços de controle, molas helicoidais, barra estabilizadora e amortecedores a gás.

 

 

É um Jeep moderno e traz, na medida do possível, o máximo conforto para um carro de combate, que é o que ele é na essência. Mesmo tendo uma excepcional capacidade fora-de-estrada, boa parte dos donos de Wrangler, busvam sempre a ampliação das capacidades do carro. Exatamente o caso do proprietário desse Wrangler, que procurou a oficina 4WG (www.4wg.com.br) e preparou o 4×4 tres etapas. Na primeira vez, foram somente instalados pneus MUD de 33″.

 

Para choques especial, com mesa e guincho elétrico

 

 

Na segunda vez, o Jeep ganhou snorkel e para choque dianteiro especial, já montado com base e guincho elétrico, um modelo Winch 12.000.

 

 

E na última parada no estaleiro, ao final de 2016, o Wrangler recebeu os equipamentos e modificações que o deixaram com esse visual. Em realidade, grande parte das pessoas que se envolvem com off-road e veículos 4×4, sabe que um carro dificilmente fica “pronto”.

 

 

Sempre tem algo para melhorar ou aperfeiçoar. No caso desse Jeep, quando fui fazer a reportagem, ele estava acabando de ganhar a barra de led superior, que é fixada com dois inteligentes suportes, importados dos Estados Unidos.

 

Note os suportes da barra de led

 

Essa unidade ficou mais alta, a pedido de seu proprietário, que queria não só maior vão livre, como uma carroceria mais elevada. O veículo ganhou um kit lift de suspensão, com calços de borrracha com 2″, além um body lift, que levantou a suspensão em mais 2″.

 

 

O Body lift foi construído com supervisão de Kauan Stuchi, diretor da 4WG, que superdimensionou as peças originais, para posterior modificação e expansão das peças.

 

Kauan Stuchi, o responsável pelos upgrades desse Wrangler JK

 

O Jeep ficou alto, imponente, mas sem exageros. A suspensão ganhou calços nas molas e amortecedores Rancho 9.000 com regulagem.

 

 

Na parte traseira do Jeep, dentro do porta-malas, encontramos um hi-lift, numa localização inteligente e segura.

 

 

O sistema de direção recebeu uma barra deslizante. E na frente, visualmente falando, chama a atenção a grade superior, apelidada de angry bird, em alusão aos famosos passarinhos dos jogos eletrônicos, que sempre estão com uma exxpressão de braveza.

 

 

E fecha o visual mais agressivo, porém sem excessos desse Jeep, um bagageiro compacto. Que tal, gostou dos upgrades realizados nesse JK?

 

 

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